15 de julho de 2014

Era pink



Eram rosas os fios. Rosa Pink... como a cor do cavalo, que voava nas histórias infantis salvando a princesa dos maiores inimigos da galáctica. A cor não era à toa. Vinha para elevar a auto-estima, tal qual o cavalo.

 Curta, corte Cleópatra, coube certinho. Moldou o rosto, deu brilho. 

Foi olhar-se no espelho pra rasgar um sorriso. Para completar óculos branco, com aros largos e redondos. Parecia uma Jack Kennedy. 

Foi modelito perfeito. Ergueu o rosto e saiu a caminhar.

Quanto tempo... Nem o médico foi preciso. A sentença era de dias, quiçá meses. Sabia que há caminhos que se encerram a primeira curva. Então que se evitem as curvas.

O tempo é longo e intenso, conforme o trotar da gente. Por isto, beijos foram profundos. Carinhos foram sauves e vibrantes. Não eram despedidas e muito menos momentos de pena. Era apenas uma caminhada. Apenas uma vida.

A cor continuou pink, vibrante e certeira. Foi como uma rosa. Desabrochou
e viveu o até a seiva secar. E cada pétala voou, como o cavalo que salvava a princesa.

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