12 de fevereiro de 2010

Corro


Corro. É apenas uma reta que me faz correr.

Corro como se ao longe estivesse a esperança que um dia perdi.

Corro sem destino, pois acredito que o meu caminho ainda vá surgir.

Corro, porque a adrenalina me faz sentir o coração que imaginava perdido.

Corro de ti, porque me assombra a vergonha das promessas que não cumpri.

Corro como corre o lobo, que abate a caça , saciando a fome mais primitiva.

Corro de mim. Tento ser mais rápido da parte mais má escondida em mim.

Corro com esperança renovadas, que o sonho mais longe ainda vou alcançar.

Corro para me manter vivo, pois nesta corrida, na próxima curva, algo vai se transformar.

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