27 de fevereiro de 2010

Sardinha

Para quem se espreme nos coletivos, vale ver este vídeo em São Paulo


(Via Pristina)

Internet

Ainda me espanta ver que muita gente tem uma certa resistência quanto a internet. Dentro da atual estrutura da sociedade, a internet e todos seus milhares de sites fazem parte da nossa rotina. O que me incomoda é ver locais de trabalho com medo de permitir acesso a determinados endereços.

Para quem ainda tem dificuldade em aceitar a internet, dá uma olhada

JESS3 / The State of The Internet from Jesse Thomas on Vimeo.

Just do it

Human Chain from NikeSportswear on Vimeo.


Em matéria de propaganda esportiva a Nike sempre impressiona.
(Via Ovelha Elétrica)

25 de fevereiro de 2010

Um defunto na corda



Quem trabalhou no Estado do Paraná, sempre teve que fazer os plantões de fim de semana para a Tribuna do Paraná. Pelo menos, foi assim na década de 90. Tinha acabado de ser contratado e peguei um plantão na segunda semana.

Pus o pé na redação e o Charles, diretor da Tribuna, me mandou para fazer uma matéria na CIC. Para não variar, a Tribuna chegou ao local antes do IML. Desembarco do carro e vejo uma família toda reunida na beira do rio. Na mão da mulher, uma corda prendia a perna do defunto, que boiava no meio do córrego.

Chego, começo a conversar para saber o que tinha acontecido. Nem bem termina de responder a primeira pergunta, a mulher larga a corda na minha mão e me abandona. O rabecão tinha chego e a família correu para pedir o recolhimento do corpo. Enquanto isto, fiquei com o defunto literalmente na mão.

Foram dois minutos, segurando o corpo de um bêbado que morreu afogado ao cair da ponte.Fiquei pensando quem era o homem morto.

Só larguei o corpo, quando um policial novato chegou perto. Rapidamente entreguei a corda e fui terminar a entrevista. Escrevi a matéria imaginando a vida do morto. O Charles gostou, afinal os repórteres policiais não tinham hábito de traçar um perfil dos mortos.

20 de fevereiro de 2010

Propagandas argentinas


Gosto das propagandas argentinas. Em geral, bem humoradas, até parecem que um bando de adolescentes estava na agência escrevendo o texto. Quem ficar curioso, procure no Youtube ou no www.funnyplace.org

15 de fevereiro de 2010

Futuro da mídia

O OFCOM, entidade de regulação dos media do Reino Unido publicou o livro Communications - The next decade, um conjunto de ensaios da autoria de especialistas em regulação, políticas, tecnologias e sociologia dos media e das comunicações. Está integralmente disponível online. O indíce é o seguinte:

Foreword, Biographies, Introduction and Overview [pdf] 658Kb
SECTION 1 - TRENDS AND CHALLENGES [pdf] 1.6Mb
SECTION 2 - THE CHANGING NATURE OF REGULATION IN THE PUBLIC INTEREST [pdf] 1.5Mb
SECTION 3 - ECONOMIC REGULATION BEYOND 2010 [pdf] 1Mb
SECTION 4 - UTILISING THE AIRWAVES [pdf] 1.4Mb
SECTION 5 - GLOBAL AREAS OF FOCUS [pdf] 2.5Mb
Communications - The next decade [pdf] Full Print Version - 8Mb

14 de fevereiro de 2010

Encontro


Temos um encontro marcado. Será depois do carnaval. Literalmente será um encontro às escuras. Meus olhos vão enxergar manchas pretas e brancas, as quais não vou identificar nada. Mas são meus ouvidos que estão em alerta. Seu coração estará a 150 batimentos por minuto e, provavelmente, estaremos em sincronia, dada a minha ansiedade. Cada batida sua vai me encher de alegria. Ao menos vou ouvir que você está bem.

Sua aparência deixo para meus sonhos. Tem vezes que até consigo ver a Dora nos meus braços. Outra ora é o David, que acompanho ao berço. Às vezes, você é a Sofia, que está no colo da Laura. Na outra, Isadora e a Laura passeiam no parque.

Este é o primeiro encontro. Acho que será inesquecível!

13 de fevereiro de 2010

Jornalismo Cidadão

O texto e a informação abaixo é da Adriana Salles Gomes do UpDate or Die. A proposta é inovadora e interessante. O jeito é acompanhar para ver se há ganhos financeiros que sustentem este negócio.

Jornalismo cidadão | AllVoices.com

O site é este.

Faz jornalismo cidadão, que é definido assim pela Wikipedia.

É uma tentativa de modelo de negócio novo na mídia, complementar aos veículos tradicionais, com um programa de incentivos que paga aos colaboradores conforme a atratividade de seu conteúdo, medida por pageviews (sim, controverso por razões que não cabem nos dedos de uma mão, mas é uma tentativa).

Relaciona-se com os usuários por e-mails e dá atenção acima da média a sugestões, apontamento de erros, pedidos de matérias e ideias em geral da comunidade.

Tem geotagging, amplificando as notícias de interesse local, o que parece especialmente inteligente.

O programa “Media Shift”, da TV americana PBS, fez uma matéria sobre ele; confiram:

Vocês podem conferir ainda um Q&A com a fundadora do site, a paquistanesa Amra Tareen. Foi fundado em abril de 2007, mas, salvo engano, ainda não é muito conhecido no Brasil. Ah! Aceita colaboradores de qualquer lugar do mundo.

História do mundo

Muito bem humorado este vídeo que conta a história do mundo. O bacana é que feito todo em desenho. Vale a pena ver!

12 de fevereiro de 2010

Desinformação

Diálogos entre jornalistas e assessores de imprensa (pena que esqueço alguns, deveria anotar as pérolas)

- Olá, preciso de uma informação sobre uma obra.
- Qual?
- Em Adrianópolis, tem uma rua abandonada...
- ...desculpa, mas Adrianópolis é uma cidade, longe de Curitiba
- Mas você não é assessor da Secretaria de Obras?
- Sou de Curitiba. Melhor tentar no governo de Estado.


- Alô! Preciso de uma informação de uma obra em Colombo.
- Ligue para prefeitura de lá.
- Mas Colombo não é um bairro de Curitiba?
- Melhor procurar na lista telefônica.

- O bairro do Boqueirão está sem luz, o que vocês vão fazer?
- Olha, fornecimento de luz é trabalho da Copel. Iluminação pública é com a prefeitura.
- Ah tá! vou ligar para lá.

Confiança

Com meus atos, quebrei o que me é mais valioso. Meu olhar já não traz confiança. Meu calor não desperta mais sua pele. Minha palavra fere seus ouvidos.

Fico sem chão. Sempre quis te proteger. Acordo noites para ver teu sono. Presto atenção nos teus desejos para atender rápido. Cozinho, te alimento. Mas tudo isto perdeu seu valor, pois não há confiaça.

Algo quebrou entre nós e como será daqui para frente?

Se fiz o errado, foi sem querer. Sou maluco, descuidado, desastrado e esquecido. Sou o que você sempre gostou. Você me pediu para mudar e cada dia me esforço. Mas que vou fazer se alguns erros e costumes brotam em minha pele.

Quero tua aprovação de volta. Mas como tê-la? Se ao menos, você esticasse a mão ou me apontasse o caminho.

Preciso de uma cola, desta que não descola, para quem sabe colar cada caco quebrado e reconstruir tudo dos escombros.

Corro


Corro. É apenas uma reta que me faz correr.

Corro como se ao longe estivesse a esperança que um dia perdi.

Corro sem destino, pois acredito que o meu caminho ainda vá surgir.

Corro, porque a adrenalina me faz sentir o coração que imaginava perdido.

Corro de ti, porque me assombra a vergonha das promessas que não cumpri.

Corro como corre o lobo, que abate a caça , saciando a fome mais primitiva.

Corro de mim. Tento ser mais rápido da parte mais má escondida em mim.

Corro com esperança renovadas, que o sonho mais longe ainda vou alcançar.

Corro para me manter vivo, pois nesta corrida, na próxima curva, algo vai se transformar.

5 de fevereiro de 2010

Serei pai

Quando buscamos o exame de gravidez, foi apenas para comprovar o que sabíamos. O positivo do laboratório veio depois de uma série de anúncios indiretos: crianças que abraçavam espontaneamente a Laura, uma amiga bruxa que sugeriu a realização do exame de gravidez e, por fim, enjoos, sono, fraquezas e um aumento da fome.

A vinda de um novo Reinstein era um sonho esperado há muito tempo. Sempre tive desejo de ser pai. Talvez pelos exemplos de pais que tive. Eles fizeram o máximo para me dar carinho, amor, educação e respeito. Nem sempre acertaram, mas sempre se esforçaram. Por isto, fica a dúvida: serei melhor que meu pai?

Das lembranças do meu pai, as mais fortes são da infância. Morávamos em uma casa de dois andares, um chalé estilo alemão. A sala de televisão ficava em baixo e os quartos no segundo andar. Quase todas as noites era carregado para a cama, pois ficava dormindo em frente à TV. Sonolento abraçava o pescoço dele que cuidadosamente me leva para dormir.

Fui o filho-homem mais velho. Talvez por isto convivi (e ainda convivo) mais com o meu pai que meus irmãos. Era juntos que arrumávamos as coisas da casa, como consertar torneiras, trocar chuveiros, arrumar jardim e outras tarefas, que naquela época eram exclusivamente masculinas.

Dele, herdei o hábito da leitura. Para cada dúvida que tive na vida, ele me trazia um livro. Li de tudo, inclusive textos que não entendia bem. Meio sem parâmetro, meu pai me deu livros dos filósofos socráticos para ler aos 13 anos. Absorvi o que pude.

O fato é que meu pai me ajudou ser o que sou. Por isto, fico pensando se serei capaz de dar o melhor ao meu filho?

Sonho com meu pequeno bebê. Em cada pensamento, imagino como ele será fisicamente. Terá os cabelos pretos como os meus ou os castanhos da mãe? Será meigo como minha Laura ou será desastrado como o pai? A única certeza é que quero tê-lo em meus braços, ninar por noites e proteger de tudo que for ruim.

Para mim, não importa se for menino ou menina. Quero apenas saúde. Acho que este é meu maior pedido para D`us. De resto, me esforçarei para dar a melhor criação possível. Sem contar que terei mais sorte que meus pais, que criaram sozinhos quatro filhos.

A cada aperto vou poder contar com o apoio dos meus parentes. Também gostaria que neste convívio meu bebê herdasse alguns talentos familiares. Adoraria que tivesse o talento artístico e a paixão do meu irmão Oscar, a sensibilidade e o coração bom da minha irmã Yael, o espírito aventureiro da minha irmã Sonia, a coragem da minha mãe e sabedoria de meu pai. Também queria que tivesse a perseverança e a força de vontade da nonna da Laura.

Espero que os dias passem rápido. Espero que os próximos sete meses e meio voem como viajam meus pensamentos - ligeiros tentando descobrir como será o pequenino que virá.

Venha rápido!

1 de fevereiro de 2010

Para minha Chavale

Mazal Tov argentino