20 de janeiro de 2010

Tsedaká


O governo de Israel montou no Haiti um dos maiores hospitais de campo, para atender mais de 5 mil pessoas ao dia. Na delegação israelense, 220 homens e mulheres, entre socorristas, médicos, equipes especializadas em resgates, que ajudam aos haitianos, desde o primeiro dia da tragédia.

Muitos destes homens sequer falam uma palavra em francês, muito menos possuem qualquer vínculo com o povo haitianos. Mas estão cumprindo um ato, que na tradição judaica se chama Tsedaká. Confundida como caridade, a sua tradução mais correta desta palavra em hebraico é "justiça" ou "retidão". Esta palavra traduz o ato que supera a simples generosidade e que busca a melhoria das pessoas.

Este gesto é uma tradição do povo judeu, que é praticado silenciosamente, cada dia da semana, por milhares de judeus espalhados pelo mundo. Tsedaká está impregnada na cultura judaica e na vidas dos israelenses. Em um mundo acostumado a ver Israel, como um vilão, em função dos conflitos árabes-judaicos, poucos sabem que equipes israelenses sempre ajudam nas catástrofe, silenciosas e eficientemente. Lá estavam no terremoto em Gujarat na Índia em 2001 e na Turquia, nos bombardeios do Quênia. Israel tem sido um dos mais generosos doadores de ajuda.

Pena que estes atos são poucos divulgados na mídia, que gosta de mostrar apenas um lado de Israel

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