19 de janeiro de 2010

Paixão à cega

Esbarraram. Ele sentiu primeiro o perfume, depois o cheiro do corpo. Estavam tão próximos. Arriscou com as pontas dos dedos. A pele era suave. Pediu desculpa e emendou um convite para passear. Iriam lado a lado, para conversar. Engancharam braços, desarmaram as bengalas e foram, tateando o chão ao som do silêncio dos tímidos.

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